sexta-feira, 14 de junho de 2013

ACADEMIA ENEM


Academia Enem é um curso gratuito voltado para orientar e preparar os jovens estudantes, em especial os da Rede Pública de Ensino, para ingressar na educação superior através do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), do Programa Universidade para Todos (ProUni) e vestibulares em geral.
O Enem é o instrumento de acesso ao Sistema de Seleção Unificada (SISU), do qual faz parte a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro- Brasileira(Unilab), e o ProUni, que oferece bolsas de estudo em universidades particulares a alunos comprovadamente carentes.
Com o objetivo de tornar menos desiguais as oportunidades de ocupar uma vaga nas universidades cearenses entre os jovens oriundos de cursos particulares e os de escolas públicas, a Academia Enem tem como princípio norteador a democratização da educação como agente de mudança. Ao mesmo tempo em que visa contribuir para a ascensão dos jovens ao ensino superior, ela os prepara para o ingresso no concorrido mundo do trabalho.
Os jovens, por sua vez, serão inseridos em processo de aprendizagem autônoma e contínua, visando sua maioridade intelectual e progresso social, levando-os a competirem em igualdade de condições.
Além dos aulões presenciais, o Academia Enem coloca a disposição de alunos e visitantes informações sobre oportunidades e educação de um modo geral neste site e em nossa página noFacebook.


OBS:Pessoal que for amanhã para o Paulo Sarasate, uma opção é ir no Vila União e descer na Av. Duque de Caxias e pegar o Antônio Bezerra/ Papicu (sentido Aldeota), e pedir pra descer próximo ao Ginásio Paulo Sarasate.




terça-feira, 21 de maio de 2013

Homenagem ao Dia das Mães

Geeente, nossa comemoração em Homenagem ao Dia das Mães aconeceu na manhã deste sábado (18/05/13) e foi um verdadeiro sucesso, foi muito alegre e divertido! Tivemos um ótimo café da manhã, muita música com a participação de alunos e ex- alunos da escola, sorteiro de brindes, ginástica com o Prof. Jairo! Foi espetacular!



Fotos em breve!

quinta-feira, 21 de março de 2013

ATENÇÃO PESSOAL


DIA 25.03.2013 SERÁ FERIADO. 
Comemora-se o dia da abolição da escravatura no nosso estado.

As aulas começarão dia 26.03.13, terça- feira.

Até lá!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Aprendendo um pouco mais...


Carnaval e História do Carnaval
Festas carnavalescas, carnaval, escolas de samba, história do carnaval, origens.


O que é 
O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam uma nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior a quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.

História do Carnaval 
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem européia.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.
A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

Carnaval de Recife - Bonecos Gigantes Bonecos gigantes em Recife

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. 
Os desfiles de bonecos gigantes, em Recife, são uma das principais atrações desta cidade durante o carnaval.
Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.





sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

TEXTO PARA OS ALUNOS DO 1º ANO - MANHÃ
HISTÓRIA - PROFESSOR DANIEL PINTO

Luís Fernando Veríssimo - O computador e o suicida 
Átila e o Papa

Bárbaros

As civilizações costumam ter problemas com seus limites. Sempre há uma questão na fronteira, uma civilização diferente e portanto perigosa, ou um bárbaro sujo. Sempre há um bárbaro do outro lado, um autêntico marginal. Sempre há um marginal. Contam que o Papa Leo, para salvar Roma, concordou em ir ao acampamento de Átila, o rei dos Hunos, o Flagelo de Deus, o sujo, e pedir clemência. Pois os marginais nem sempre respeitam as margens e esse sujo rompera os limites do santo império romano e ameaçava um dos seus dois corações. Apesar da idade e do cansaço com a longa viagem o Santo Padre concentra toda a sua santidade num pedido a Deus para que o levite, a fim de que ele possa vencer a faixa de lama e esterco que separa sua liteira da boca da tenda de couro sem sacrificar sua dignidade, ou pelo menos suas sapatilhas. Mas Deus não o ouve e o Papa desliza para dentro da tenda onde Átila, que rói o que parece ser um fêmur humano, o recebe com uma salva de gases.

- Átila…
- Eu prefiro Flagelo.
- Flagelo, este é um encontro histórico. Você sabe o que é a História?
- Sei. Um monte de estrume. O que sobra da experiência depois que nós a digerimos. Lixo.
- Gosto do seu latim.
O huno mostra o fêmur seboso que acabou de limpar com os dentes.
- Preparei-me para o nosso encontro comendo um dos seus escolásticos. Ruct!
- O que foi isso?
- Um arroto. Estranho não ter saído em latim. Mas, nas suas erupções, todos os homens falam a mesma língua. As conferências de paz deviam ser entre os mais mal-educados de cada nação. Talvez seja por isso que nunca dão certo: sempre mandam os diplomatas. Mas você falava da História.
- Este encontro ficará nos anais da nossa História.
- Os hunos não têm anais. Não têm nem um alfabeto. Nossa História é o que contam os nossos velhos, e cada um mente mais do que o outro, para disfarçar o esquecimento. Entre os hunos, só os cavalos sabem escrever. Nossa História está nos seus rastros, no que eles deixam para trás. Lixo. Esqueletos, ruínas, mulheres estupradas e gado carneado. Isso quando não estupramos o gado e carneamos as mulheres. Este seu perfume…
- Extrato das glicínias de Roma.
- Ah, Roma.
- Você já a viu?
- De longe. Suspensa no ar. Uma miragem.
- A Rainha das Colinas…
- A Eterna…
- Toda a História do mundo numa cidade só. Todas as cidades numa cidade só…
- Breve a pilharemos. Com a devida reverência.
- Você não pode falar sério! Por trás desse exterior rude e dessas peles nodosas tem que haver um homem bom e razoável, com sentimentos nobres e um coração altivo.
- Um romano, você quer dizer. Sinto decepcioná-lo, Vossa Redolência, mas não há. Pelo menos não havia, da última vez que tomei banho.
- Roma não é um lugar. Roma é uma idéia, um parâmetro, um sonho, um triunfo do espírito. Roma é a memória e o futuro da humanidade!
- Prometemos só roubar o que tiver valor material. A literatura fica.
- Átila…
- Flagelo.
- Flagelo, poupe Roma. Me ofereço em seu lugar. Fique comigo e deixe Roma!
- Obrigado, eu já comi. E Vossa Fragrância me surpreende, fazendo apelos à consciência de um bárbaro. Eu não tenho consciência. Eu sou tudo que Roma não é. Se Roma é uma conquista da razão, foi essa inconsciência que ela conquistou.
E Átila bate no próprio peito, fazendo saltar outro arroto.
- Me atribuir uma consciência, Vossa Untuosidade – continua Átila – é diminuir a glória de Roma. Roma só é grande em contraste com seus inferiores. A não ser…
E Átila cutuca o Papa com a ponta do fêmur, convidando-o para uma cumplicidade de sujos.
- A não ser que vocês reconheçam que não são muito diferentes de nós. Hein? Hein? Por trás desse exterior bem lavado e desses panos bordados tem que haver um Átila adormecido. Vocês, apesar do extrato de glicínias, também não são flor que se cheire. Admita isso e eu admito ter uma consciência. Troco uma boa consciência por uma má.
- Não negamos nossa História.
- Negam, negam. Seus anais mentem mais do que os nossos velhos. Vocês civilizaram meio mundo a patadas, como nós. Só que nós não chamamos de civilização. Chamamos pelo seu nome exato. Talvez seja a vantagem de não ter uma escrita…
- Nos regeneremos! Hoje somos um império cristão.
- Isso depois de passar trezentos anos perseguindo os cristãos e atirando-os aos leões. Sempre suspeitei que os leões se enojaram primeiro.
- Está bem! Reconheço a nossa má consciência. Agora reconheça a sua boa.
- Feito!
- O quê?
- Concordo
- Você poupará Roma?
- Claro que não.
- Mas…
- Vossa Ungüência, vocês levaram trezentos anos para se converter e querem que eu me converta em três minutos? Dêem-nos tempo. Ainda temos uns bons cem anos de pilhagem pela frente até termos o bastante para nos tornarmos civilizados, talvez até cristãos.
- Seu, seu…
- Pode dizer. Bárbaro. Tenho a pele grossa, sem falar nos cascões de sujeira. Ruct! Epa. O seu gramático não me fez bem. Volte para Roma e diga que eu sou pior do que ela pensa, mais sujo, o que só aumentará sua virtude. E que ela não se preocupe: sempre haverá um bárbaro rondando as suas fronteiras para sua maior glória e indignação. Sempre há.

Está texto está no livro O suicida e O computador.

Fonte: http://www.literal.com.br/luis-fernando-verissimo/por-ele-mesmo/barbaros/